Buscar
  • brvnos

3.000 anos de Tribais Brasileiros

É incomum pensar em sítios pré-históricos como fonte de inspiração para tatuagem. Ainda mais, dentro do território nacional.


Mas de fato, a Ilha de Marajó possui sítios datados em 1.500 a.c., o que faz a cultura da Ilha de Marajó ter mais de 3.000 anos de idade. Da tribo mais antiga (Ananatuba, de 1.500 a.c.) até a mais recente (Aruã, de 1.000 d.c.), é possível ver a influência na arte local até hoje.



O tatuador Leandro Brasil já foi em 4 viagens em busca de mais conhecimento sobre os nossos ‘tribais’, e nesta última expedição foi acompanhado do tatuador e grande amigo Carlos Pinhu.


O que os motivaram foi a fixação que o mercado da tatuagem tem com arte tribal polinésia, e pouca atenção que é dada aos grafismos nacionais. Leandro relembra: “Vi grafismos brasileiros em cerâmica em um livro de antropologia que dava muito destaque à arte Marajoara. Foi quando despertou o grande interesse.”.


Não dá para dizer que é uma viagem fácil, mesmo sendo em território nacional. Estradas não pavimentadas, barcos e balsas rudimentares e estrutura precária. Obstáculos como esses são compensados pela população orgulhosa do seu passado e empenhada na conscientização dos visitantes.



É tanto conhecimento, que em uma única viagem é possível apenas arranhar a superfície. Para estudar de verdade, essa viagem terá de ser repetida várias vezes.


Os moradores locais rapidamente viram amigos, e reconhecem nossos tatuadores como família. Leandro e Pinhu retribuem difundindo a cultura e eternizando esses grafismos em formato de tatuagens exclusivas.


O complexo de ilhas é grande, composto de mais de 2.000 pequenas ilhas. “Tem muita coisa a descobrir ainda, com certeza voltarei várias vezes.” diz Leandro Brasil.



Enquanto visitavam o Atelier Arte Mangue Marajó, conversaram sobre alguns significados. E para surpresa, ocorre o mesmo processo que na tatuagem: “os grafismos são respeitados como as relíquias indicam, mas não há de fato um significado. Assim como na tattoo, há uma preocupação com o respeito, porém o foco é na estética e não no significado”.


Leandro e Pinhu deixam seu profundo agradecimento a Ronaldo Guedes e a equipe do Atelier Arte Mangue Marajó e para o Glenilson, que sempre foi o guia nas expedições e mostrou seu empenho em difundir a cultura.


Você pode saber mais sobre o trabalho deles pelo Instagram, mas uma conversa pessoalmente com eles vai ser muito mais proveitosa.

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo